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segunda-feira, 21 de março de 2011

Google acusa a China de interferir nas contas de usuários do Gmail

Do G1

O Google está acusando o governo da China de interferir nas operações do Gmail, reportou o jornal britânico “The Guardian”. Usuários do serviço de e-mail reclamaram em fevereiro de ter experimentado problemas com o Gmail, incluindo dificuldades de enviar mensagens e e-mails sendo marcados como não lidos.

“No nosso lado, não há problema algum, já verificamos intensamente”, disse um porta-voz do Google ao site “CNET”. “Este é um bloqueio do governo chinês criado, cuidadosamente, para parecer que o problema é com o Gmail”, completou.

A revelação surgiu depois de um post publicado pelo Google, em 11 de março, em que afirma que a companhia tem notado ataques altamente segmentados e, aparentemente, motivados politicamente contra os usuários. “Acreditamos que os ativistas podem ter sido um dos alvos”, escreveu o Google.





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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Google tem seu mecanismo de busca bloqueado na China


Por Sharon Gaudin Computerworld/US


Um dia depois da Google tomar uma atitude a fim de agradar as autoridades chinesas, a empresa anunciou em seu blog que o serviço de busca se encontra parcialmente bloqueado na China.

Na última terça-feira (29/06), a companhia decidiu não mais redirecionar as pesquisas feitas pelo Google chinês diretamente para a sua versão de Hong Kong. Agora, para que isso ocorra, o usuário deve acessar um link que fará a transferência.

Essa foi uma das exigências feitas pelo Partido Comunista. Segundo o diretor jurídico da empresa, David Drummond, se tal providência não fosse tomada, a licença necessária para manter o serviço em funcionamento no país não seria renovada.

Nesta quarta-feira (30/06), o governo chinês deve ter um veredicto quanto a permitir que a Google continue acessível no país.
“Parece-me que as autoridades chinesas não estão satisfeitas”, afirma Dan Olds, analista da Gabriel Consulting Group. “Ontem, a Google deixou de redirecionar as pesquisas feitas na China para sua versão em Hong Kong, o que deveria tê-los deixado contentes. Em vez disso, eles demonstram toda a sua gratidão com um novo bloqueio”.

Em uma entrevista concedida na última terça-feira, o principal pesquisador da Enderle Group, Rob Enderle, disse que, por mais que a Google se esforce, os executivos da empresa têm poucas alternativas se quiserem continuar com seus negócios no gigante asiático:
“Eles não têm escolha. Esse é o problema de tomar uma posição que a empresa não pode sustentar. Você não luta contra governos. A Google tem uma escolha: se render ou abandonar. Decidiu se render”.






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terça-feira, 29 de junho de 2010

Google deixará de direcionar usuários chineses para site de Hong Kong



Da Agência Estado

O Google anunciou nesta segunda-feira (28) que mudará de estratégia na China, deixando de redirecionar seus internautas para o site de Hong Kong, como vinha fazendo desde o início do ano para "driblar" a censura de Pequim.

Na ocasião, a decisão foi reforçada em virtude de a China alegar que poderia sofrer um ataque cibernético da companhia americana, passando a impor uma série de filtros aos usuários chineses do site de buscas. A mudança repentina na estratégia do Google deve-se à advertência da China que ameaçou cassar a licença da empresa em seu país, classificando a estratégia como "inaceitável". A licença do Google para operar no país termina nesta quarta-feira (30).

Em resposta à ameaça chinesa feita nesta segunda, o Google disse que em poucos dias terminará com o redirecionamento dos serviços. Em vez disso, quem visitar o site Google.cn poderá clicar num ícone que o levará a uma nova versão do Google.com.hk. No novo site, o usuário terá acesso a alguns serviços como busca de produtos e tradutor, os quais estão livres de censura.

O Google espera que com as alterações sua licença para operar no país seja renovada. "As mudanças estão em sintonia com o governo chinês e esperamos que nossa licença seja renovada", disse David Drummond, Chefe do escritório legal do Google. Apesar disso, a China não confirmou se aceitará a mudança. As informações são da Dow Jones.
 
 
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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Indústria do software quer ajuda contra pirataria na China


Da Reuters

Os presidentes-executivos de 12 companhias de software vão se reunir com legisladores e funcionários do governo dos Estados Unidos na tentativa de persuadi-los a pressionar a China a reprimir a pirataria.

A China, há tempos considerado um polo de pirataria de filmes, música e software, tem obtido alguns progressos no combate à venda de cópias ilegais, de acordo com a Business Software Alliance, que estimou que 79 por cento dos computadores da China no ano passado operavam com software pirata.
"Estávamos vendo certo progresso em anos anteriores, mas ele se deteve e a presença de programas piratas se manteve inalterada nos três últimos anos", disse Robert Holleyman, presidente da BSA.


As companhias de software também se preocupam com as propostas chinesas quanto a "inovação nacional" que favorecem as empresas do país. Opõem-se com especial vigor a políticas que incentivaram transferências de propriedade intelectual como condição para a conquista de contratos.


Steve Ballmer, da Microsoft; Shantanu Narayen, da Adobe; Carl Bass, da Autodesk; e Enrique Salem, da Symantec, estão entre os presidentes de companhias de software que se reunirão com o secretário do Tesouro dos EUA, Tim Geithner; com o secretário da Justiça, Eric Holder; e com o diretor do Serviço de Gestão e Orçamento do país, Peter Orszag.


Os executivos se reunirão também com parlamentares norte-americanos como Harry Reid, líder da maioria no Senado; Howard Berman, presidente do Comitê de Assuntos Internacionais da Câmara; e Eric Cantor, líder da bancada republicana na Câmara.


A Microsoft, que continuou a fazer negócios com a China apesar da pirataria, recentemente venceu um processo em Xangai contra uma seguradora local que trabalhava usando 450 cópias piratas de software da empresa.


Holleyman, da BSA, disse que as autoridades norte-americanas precisam fazer da pirataria de software uma prioridade mais alta no relacionamento com a China, e também trabalhar contra a subvalorização da moeda chinesa, que torna mais difícil aos produtos norte-americanos concorrer no país. O uso de software pirata agrava a situação, porque isso reduz os custos de produção das empresas chinesas, disse.





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terça-feira, 8 de junho de 2010

Viciados em internet fazem rebelião em centro de reabilitação na China



Da France Press

Jovens chineses internados em um acampamento para viciados em internet se rebelaram e aprisionaram seu instrutor para fugir de uma estrutura com práticas de estilo militar, informou nesta terça-feira (8) o jornal "Global Times".

A polícia acabou prendendo os 14 rebeldes, com idades entre 15 e 22 anos. Antes de fugir, eles amarraram seu instrutor na cama, no centro situado na província de Jiangsu, leste do país, para fugir do trabalho monótono e do treinamento intensivo. Os pais de 13 deles voltaram a enviá-los para o centro.

Os acampamentos de reabilitação para dependentes são fontes de polêmicas na China devido a seus métodos controvertidos.

Segundo o "Global Times", que cita a Associação da Juventude chinesa para o Desenvolvimento das Redes, 24 milhões de chineses sofrem de dependência da internet. A metade não vive sem os videogames on-line.


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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Dalai Lama conversa com internautas chineses via Twitter

 

Por Redação do IDG Now! 

Nesta sexta-feira (21/05), o atual Dalai Lama, líder espiritual dos budistas tibetanos, respondeu, pelo Twitter, a diversas perguntas feitas por usuários chineses. Estas foram escolhidas por quase 12 mil pessoas que conseguiram votar pelo site do Google Moderator, serviço bloqueado na China.

Apesar de ter uma conta própria, o Dalai Lama usou o Twitter do escritor Wang Lixiong, famoso por sua defesa do Tibete, a quem encontrou em um hotel em Nova Iorque. Na conversa, que durou 90 minutos, assuntos culturais, religiosos e, principalmente, políticos foram abordados.

Para ele, por exemplo, o Estado chinês se recusa a admitir os problemas existentes na região do Himalaia e, por isso, as discussões não avançam:
“O governo central sempre argumenta que não existem problemas no Tibete, apenas com o Dalai Lama”, afirmou.

Estima-se que 150 mil chineses usem o Twitter ativamente. O serviço também é bloqueado no país, porém, alguns aplicativos conseguem contornar a proibição.

Sumiço misterioso
 
O curioso é que, segundo o site Mashable, as respostas haviam sido traduzidas para o inglês (há inclusive uma imagem no site mostrando-as). No momento em que esta matéria foi escrita, (18h45), no entanto, todos os tweets da página estavam em chinês.

Felizmente, há uma tradução para o inglês em desenvolvimento. Ela está em um arquivo do Google Doc e pode ser acessada aqui.





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segunda-feira, 3 de maio de 2010

China diz que irá aumentar controle da web



Rogerio Jovaneli, de INFO Online

Informações da imprensa chinesa dão conta de que o governo daquele país pretende aumentar ainda mais o controle da internet.

O ministro Wang Chen, do Conselho Estatal da Informação chinês, alertou para o aumento do monitoramento das páginas estrangeiras que, segundo ele, querem infiltrar-se no país por meio da web, informou a agência de notícias EFE.

O mandatário fala em aumentar o bloqueio do que chamou de “informação nociva de fora da China”. O objetivo, segundo ele, é prevenir a disseminação e resistir à penetração de informação estrangeira qualificada por Chen como “hostil”.

De acordo com a agência EFE, o ministro chinês não especificou como se dará a atuação, limitando-se somente a divulgar que as haverá aumento das penas por crimes ligados a internet. Wang Chen relatou a prisão de 5.510 suspeitos em 2009, diz a EFE.

Os controles da internet na China, país com maior número de internautas no mundo (mais de 404 bilhões) atualmente seguem o esquema de lista negra, nos quais os censores bloqueiam sites assim que os descobrem. 

É a nação que mais censura conteúdos da internet, incluindo as famosas redes sociais Facebook, Twitter e YouTube.

No início deste ano, o governo daquele país se envolveu em uma polêmica com o gigante das buscas Google, por conta de censura às buscas do site, motivando o fechamento da versão do Google em mandarim.





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segunda-feira, 29 de março de 2010

Cerca de 30% dos ataques na web partem da China, diz empresa de antivírus



Do G1

Um relatório divulgado pela produtora de software de segurança Symantec afirma que quase 30% dos ciberataques partem da China, sendo 21,3% da mesma cidade, Shaoxing. Os números do documento são referentes a março.

Depois da China (28,2%), vem a Romênia, com 21,1% dos ataques, e Estados Unidos, com 13,8%. Entre as cidades, Taipei fica em segundo lugar (16,5%) e Londres em terceiro (14,8%).

O relatório traz ainda outras informações sobre ataques na internet. Em março, um em cada 358,3 e-mails enviados tinha vírus e um em cada 513,7 caracterizavam phishing – levavam a sites falsos para tentar obter informações do usuário. O documento aponta ainda os tipos de extensões mais comuns nas mensagens trocadas pela web: arquivos .xls e .doc representam 15,4% cada um. Depois, vêm .zip (11,2%), .pdf (10,7%) e .exe (6,7%).

Origem de grande parte dos ataques praticados pela internet, a China tem o maior número de internautas no mundo: 384 milhões. Desde janeiro, o país está envolvido em polêmica com o Google. A empresa afirmou que detectou ataques cibernéticos originados na China em sua infraestrutura que resultou no roubo de propriedade intelectual. O Google disse ainda que mais de 20 outras empresas foram infiltradas.

A China censura boa parte do conteúdo da web no país. Na semana passada, três provedores no Chile e um na Califórnia estavam impedindo seus usuários de acessar os sites YouTube, Facebook e Twitter. Ao que tudo indica, o responsável pelo problema foi o programa de censura da internet chinesa, o “Escudo Dourado”, que impede os internautas chineses de acessarem esses endereços.






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sexta-feira, 26 de março de 2010

Google faz Twitter voltar à China



Da Reuters

Desde junho do ano passado, quando se aproximava o vigésimo aniversário do Massacre da Praça da Paz Celestial, a China ordenou que os resultados do Twitter fossem removidos da busca do Google.

O temor do governo chinês era que ocorressem manifestações contrárias à sua política pelo serviço de microblog, como já havia ocorrido durante as eleições iranianas no mesmo mês.

Agora, porém, com a iniciativa do Google em acabar com a censura na web, os resultados voltaram a fazer parte das pesquisas online para os chineses, segundo jornais americanos.

De acordo com o Los Angeles Times, nem todos os tuítes são exibidos, sugerindo que apenas as mensagens mais relevantes, isto é, as que são relacionadas aos temas mais acionados na rede, constam nos resultados.

Desde segunda-feira, os usuários chineses estão sendo redirecionados para a versão do Google Hong Kong, que não depende da aprovação de conteúdos por parte do governo.
A medida foi considerada uma traição pela China, que, desde terça-feira, bloqueia parte dos links do “novo” buscador.

A briga da companhia americana com o governo chinês envolve supostos ataques de crackers, censura online e uma série de conflitos que remete à relação já estremecida entre Estados Unidos e China.

O Google, porém, diz que sua decisão foi tomada por executivos da empresa, sem qualquer influência do governo do país.





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terça-feira, 23 de março de 2010

Google está ‘completamente errado’ em ação contra censura, rebate China



Da Reuters

A China afirmou nesta segunda-feira (22) que o site de buscas norte-americano Google violou uma “promessa por escrito” e está “completamente errado” em pôr fim à autocensura de sua página chinesa www.google.cn, sinalizando uma resposta linha-dura na disputa.

Uma autoridade do Gabinete de Informação do Conselho Estatal da China, que ajuda a vigiar as regras de internet do país, fez os comentários após o Google começar a redirecionar usuários chineses para o site da companhia baseado em Hong Kong.

Seus comentários sugerem que o Google deve esperar problemas com as autoridades chinesas, mais de dois meses depois de ter anunciado que não iria mais aceitar autocensurar seu site chinês, que foi alvo de ataque de hackers chineses.

“O Google violou uma promessa escrita feita ao entrar no mercado chinês”, disse a autoridade, segundo informações da agência de notícias estatal “Chinese News Service”. 


 


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segunda-feira, 22 de março de 2010

Google ignora censura do Governo Chinês e libera busca



Por Guilherme Pavarin

O Google acaba de confirmar em comunicado oficial que as censuradas buscas chinesas não fazem mais parte do programa da companhia.

Agora, todos os serviços com o domínio chinês “.cn” estão sendo redirecionados para “.hk”, pertencente a Hong Kong.

Para a equipe americana de Mountain View, a mudança significa que não há mais censura de resultados de busca aos visitantes chineses.

De acordo com o vice-presidente sênior do Google, David Drummond, parte das operações de pesquisa e desenvolvimento da companhia continuarão na China, a fim de manter uma presença mercadológica no país.

Esta operação, porém, segundo o próprio, dependerá da capacidade dos usuários chineses em acessar o domínio de Hong Kong.

Por fim, Drummond diz que a decisão foi tomada pela cúpula de executivos americanos, eximindo os funcionários chineses da responsabilidade do fechamento da busca local.







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quarta-feira, 17 de março de 2010

China alerta que Google deve respeitar as leis mesmo saindo do país



Por Chris Buckley e Wang Lan

O Google deve obedecer as leis do governo chinês mesmo se decidir pela saída do país por conta das queixas de ataques cibernéticos e censura, afirmou um porta-voz do governo nesta terça-feira.

Os investidores venderam suas ações do Google após sinais de que a empresa pode fechar em breve seu site na China, o google.cn, dois meses depois de afirmar que não concorda com as leis de censura de Pequim e estar alarmado com ataques de hacker na China.


O Google não revelou nenhum plano, deixando usuários especulando sobre uma decisão unilateral da companhia de ignorar os filtros obrigatórios chineses que censuram o conteúdo do google.cn ou anunciar que retirarão o site do ar.


No que pareceu ser uma lembrete de que a China não receberá bem nenhuma mudança brusca, uma porta-voz do Ministério do Comércio disse que o Google deve seguir as regrar mesmo caso decida não continuar no país.

"Ao entrar no mercado chinês em 2007, ele claramente aceitou respeitar as leis chinesas", disse o porta-voz, Yao Jian, a jornalistas em resposta à questão do Google.

O Google abriu seu portal chinês em 2006.

"Esperamos que com a continuidade das operações na China ou fazendo outras escolhas, o Google continue respeitando das regulações chinesas", disse Yao.

"Mesmo caso ele saia, ele deve lidar com tudo de acordo com as leis e resolver suas pendências apropriadamente", explicou.




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segunda-feira, 15 de março de 2010

Google insiste em negociar com a China



Por Melanie Lee e Chris Buckley


O Google afirmou nesta segunda-feira que mantém as conversas com o governo chinês sobre a censura de seu portal de buscas no país, apesar dos sinais cumulativos de que a empresa possa fechar suas operações na China em breve.


O maior mecanismo mundial de buscas em rede está em um impasse há dois meses com Pequim sobre as restrições na Internet e o Google alega que ele e outras empresas foram atacados por hackers na China.


O presidente-executivo da empresa, Eric Schmidt, disse na semana passada que espera anunciar em breve um resultado das negociações com os representantes chineses sobre a oferta de um mecanismo de busca sem censura para um país com 384 milhões de usuários de internet.


Muitos especialistas têm duvidado que o Partido Comunista Chinês se comprometerá com a censura e no fim de semana o Financial Times afirmou que as conversas chegaram a um impasse crítico e que é "99,9 por cento certo" que feche seu site no país, o google.cn.


Um representante do Google disse nesta segunda-feira que as conversas com as autoridades chinesas não terminaram, mas acrescentou que a empresa está irredutível sobre não aceitar a auto-censura.

"Deixamos bem claro que não iremos mais auto-censurar nossos resultados de busca", disse o representante à Reuters, sob condição de anonimato devido à política da empresa.


A China obriga os operadores de internet a bloquearem palavras e imagens que o partido vigente considere inaceitável.




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sábado, 13 de março de 2010

Google encerrará operações na China



Da Reuters

As conversas com a China a respeito da censura chegaram a um aparente impasse e o Google diz ter "99,9 por cento" de certeza de que vai encerrar suas operações no país, disse o Financial Times neste sábado.
O jornal citou uma pessoa familiarizada com o pensamento da empresa, segundo a qual, embora uma decisão possa ser tomada em breve, o Google deve esperar algum tempo para levar seus planos adiante.

Isso seria o ideal para concretizar um fechamento apropriado, enquanto a empresa toma medidas para proteger seus empregados locais de retaliações das autoridades, informa o diário.

A China alertou o Google na sexta-feira contra o desrespeito às leis do país, e aumentam as expectativas de uma resolução para uma disputa pública sobre a censura e a segurança na rede.

O Google chocou os círculos empresariais e políticos em janeiro, quando ameaçou se retirar da China se não puder oferecer um mecanismo de busca local sem filtros. A ameaça surgiu após ataques cibernéticos originários da China contra o site e cerca de 30 outras empresas.
"Se não respeitar as leis chinesas, você está sendo hostil e irresponsável, e sofrerá as consequências," disse o ministro chinês da Indústria e Tecnologia da Informação, Li Yizhong, a repórteres na sexta-feira, respondendo uma pergunta sobre o que a China fará se o Google simplesmente parar de filtrar os resultados das buscas.

A resposta veio depois de o executivo-chefe do Google, Eric Schmidt, ter dito na quarta-feira que espera anunciar em breve o resultado das conversas com autoridades chinesas sobre um mecanismo de busca sem censura na China.




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sexta-feira, 12 de março de 2010

China adverte Google sobre suspensão de censura no site de buscas



Por Redação France Presse

A China advertiu nesta sexta-feira (12) a gigante da internet americana Google que a empresa ficará exposta a "consequências" se interrromper a filtragem dos resultados da buscas no site Google.cn.

"Apoiamos a expansão do Google na China, mas violar as leis chinesas seria inamistoso e irresponsável, e o Google será certamente responsável pelas consequências", afirmou o ministro da Indústria e Tecnologias da Informação, Li Yizhong.


O governo chinês controla com rigidez a internet e exige que as ferramentas de busca filtrem os resultados para ignorar os links que levam a conteúdos sensíveis para Pequim.

Em janeiro, o Google anunciou estar cansado da autocensura e informou que poderia interromper a medida, ou até mesmo suspender as atividades na China.

A ameaça aconteceu depois que a empresa americana foi vítima de ataques virtuais procedentes, segundo o Google, da China.

Desde então, o Google afirma estar em negociações com as autoridades chinesas, mas destaca que mantém a intenção de não atender mais as exigências oficiais de censura, o que não fez até agora.

"Se o Google decidir ficar na China, saberemos e isto beneficiará o desenvolvimento da internet na China", comentou Li. "Mas se decidir partir, o mercado de internet na China continuará se desenvolvendo rapidamente e o impacto não será muito grande", completou.

A China tem o maior número de internautas no mundo: 384 milhões. O mercado de busca on-line na China é dominado pelo local Baidu, que tinha 58,4% do setor no quarto trimestre, contra 35,6% da Google China.




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quarta-feira, 3 de março de 2010

Apple é acusada de usar trabalho infantil

Getty images

Felipe Zmoginski, de INFO Online

A Apple está sendo acusada por organizações que monitoram a exploração de trabalho infantil no mundo de explorar jovens com menos de 16 anos em pelo menos três fábricas que mantém na Ásia.

As primeiras denúncias foram feitas pela China Labor Watch (CLW), uma organização com sede em Nova York que monitora o respeito aos direitos humanos na China.

De acordo com a CLW, ao menos 62 trabalhadores adultos de uma integradora chinesa que fornece produtos para a Apple e Nokia foram flagrados trabalhando em condições desumanas e em ambiente rico em N-hexano, uma substância tóxica capaz, entre outras coisas, de causas degeneração muscular nos operários.
Agora, a Apple é acusada de explorar o trabalho de ao menos 11 jovens com idade de até 15 anos que trabalham em três diferentes fábricas na Ásia.

De acordo com o jornal inglês Daily Telegraph, a Apple já admitiu a ocorrência de trabalho infantil e pediu um relatório detalhado ao seu fornecedor para identificar como isto ocorrer.
Segundo o jornal inglês, executivos da Apple manifestaram indignação com a notícia e asseguraram que todos seus fornecedores devem cumprir regras restritas de contratação de mão de obra. A companhia não revelou em que país ou países foram registrados os episódios de exploração.

Na Ásia, a companhia mantém fábricas em Taiwan, China, Cingapura, Filipinas, Malásia e Tailândia, além de plantas na Europa (República Checa) e nos Estados Unidos.
Esta não é a primeira vez que a Apple é envolvida em acusações que envolvem a superexploração de trabalhadores na Ásia.

Há dois anos, a companhia foi denunciada por contratar integradores que mantinham operários trabalhando mais de 70 horas por semana. Na China, a jornada de trabalho legal é de 60 horas por semana.





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terça-feira, 2 de março de 2010

Desfecho do caso Google-China é incógnita

  

Por Associated Express

Um executivo do Google afirmou que a companhia ainda está analisando como dará sequência às suas operações na China - sete semanas após ter ameaçado deixar o país devido à censura.
A vice-presidente da gigante das buscas Nicole Wong disse hoje ao Comitê Judiciário do Senado dos EUA que o Google continua investigando o ataque de crackers originado na China.

A empresa explicou que vem conversando com autoridades chinesas. O objetivo do Google é convencer o governo da China a desistir de exigir que links para certos sites sejam removidos dos resultados de buscas.


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