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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Google tem seu mecanismo de busca bloqueado na China


Por Sharon Gaudin Computerworld/US


Um dia depois da Google tomar uma atitude a fim de agradar as autoridades chinesas, a empresa anunciou em seu blog que o serviço de busca se encontra parcialmente bloqueado na China.

Na última terça-feira (29/06), a companhia decidiu não mais redirecionar as pesquisas feitas pelo Google chinês diretamente para a sua versão de Hong Kong. Agora, para que isso ocorra, o usuário deve acessar um link que fará a transferência.

Essa foi uma das exigências feitas pelo Partido Comunista. Segundo o diretor jurídico da empresa, David Drummond, se tal providência não fosse tomada, a licença necessária para manter o serviço em funcionamento no país não seria renovada.

Nesta quarta-feira (30/06), o governo chinês deve ter um veredicto quanto a permitir que a Google continue acessível no país.
“Parece-me que as autoridades chinesas não estão satisfeitas”, afirma Dan Olds, analista da Gabriel Consulting Group. “Ontem, a Google deixou de redirecionar as pesquisas feitas na China para sua versão em Hong Kong, o que deveria tê-los deixado contentes. Em vez disso, eles demonstram toda a sua gratidão com um novo bloqueio”.

Em uma entrevista concedida na última terça-feira, o principal pesquisador da Enderle Group, Rob Enderle, disse que, por mais que a Google se esforce, os executivos da empresa têm poucas alternativas se quiserem continuar com seus negócios no gigante asiático:
“Eles não têm escolha. Esse é o problema de tomar uma posição que a empresa não pode sustentar. Você não luta contra governos. A Google tem uma escolha: se render ou abandonar. Decidiu se render”.






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terça-feira, 29 de junho de 2010

Google deixará de direcionar usuários chineses para site de Hong Kong



Da Agência Estado

O Google anunciou nesta segunda-feira (28) que mudará de estratégia na China, deixando de redirecionar seus internautas para o site de Hong Kong, como vinha fazendo desde o início do ano para "driblar" a censura de Pequim.

Na ocasião, a decisão foi reforçada em virtude de a China alegar que poderia sofrer um ataque cibernético da companhia americana, passando a impor uma série de filtros aos usuários chineses do site de buscas. A mudança repentina na estratégia do Google deve-se à advertência da China que ameaçou cassar a licença da empresa em seu país, classificando a estratégia como "inaceitável". A licença do Google para operar no país termina nesta quarta-feira (30).

Em resposta à ameaça chinesa feita nesta segunda, o Google disse que em poucos dias terminará com o redirecionamento dos serviços. Em vez disso, quem visitar o site Google.cn poderá clicar num ícone que o levará a uma nova versão do Google.com.hk. No novo site, o usuário terá acesso a alguns serviços como busca de produtos e tradutor, os quais estão livres de censura.

O Google espera que com as alterações sua licença para operar no país seja renovada. "As mudanças estão em sintonia com o governo chinês e esperamos que nossa licença seja renovada", disse David Drummond, Chefe do escritório legal do Google. Apesar disso, a China não confirmou se aceitará a mudança. As informações são da Dow Jones.
 
 
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quarta-feira, 17 de março de 2010

China alerta que Google deve respeitar as leis mesmo saindo do país



Por Chris Buckley e Wang Lan

O Google deve obedecer as leis do governo chinês mesmo se decidir pela saída do país por conta das queixas de ataques cibernéticos e censura, afirmou um porta-voz do governo nesta terça-feira.

Os investidores venderam suas ações do Google após sinais de que a empresa pode fechar em breve seu site na China, o google.cn, dois meses depois de afirmar que não concorda com as leis de censura de Pequim e estar alarmado com ataques de hacker na China.


O Google não revelou nenhum plano, deixando usuários especulando sobre uma decisão unilateral da companhia de ignorar os filtros obrigatórios chineses que censuram o conteúdo do google.cn ou anunciar que retirarão o site do ar.


No que pareceu ser uma lembrete de que a China não receberá bem nenhuma mudança brusca, uma porta-voz do Ministério do Comércio disse que o Google deve seguir as regrar mesmo caso decida não continuar no país.

"Ao entrar no mercado chinês em 2007, ele claramente aceitou respeitar as leis chinesas", disse o porta-voz, Yao Jian, a jornalistas em resposta à questão do Google.

O Google abriu seu portal chinês em 2006.

"Esperamos que com a continuidade das operações na China ou fazendo outras escolhas, o Google continue respeitando das regulações chinesas", disse Yao.

"Mesmo caso ele saia, ele deve lidar com tudo de acordo com as leis e resolver suas pendências apropriadamente", explicou.




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