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domingo, 11 de julho de 2010

China confirma renovação de licença para o Google no país



Da Reuters

O Ministério da Indústria, Informação e Tecnologia da China informou a renovação da licença para o Google no país, confirmando o anúncio feito pela empresa na sexta-feira.

A Guxiang, empresa que opera as páginas do Google na China, foi incluída na lista de mais de 200 companhias que tiveram suas licenças renovadas. A lista está na página do ministério na Internet.

Segundo o documento, a empresa foi aprovada após "realizar melhorias". O texto não trazia mais detalhes.

No dia 28 de junho, o Google informou que encerraria o direcionamento automático de usuários ao site em Hong Kong, após Pequim manifestar descontentamento com a prática, o que poderia levar o governo chinês a não renovar a licença da empresa como provedora de conteúdo de Internet.

O Google afirmou em seu blog oficial que havia solicitado a renovação da licença. A agência de notícias estatal Xinhua informou depois que a solicitação do Google estaria sendo revisada pelo governo e que os resultados seriam conhecidos em breve.

A China é o maior mercado mundial de Internet por número de usuários. Este é o mais recente desdobramento em uma série de reviravoltas que ocorreram desde que o Google alertou em janeiro que poderia deixar o país asiático por receios quanto à censura e depois de sofrer ataque de hackers chineses, segundo a empresa.





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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Google tem seu mecanismo de busca bloqueado na China


Por Sharon Gaudin Computerworld/US


Um dia depois da Google tomar uma atitude a fim de agradar as autoridades chinesas, a empresa anunciou em seu blog que o serviço de busca se encontra parcialmente bloqueado na China.

Na última terça-feira (29/06), a companhia decidiu não mais redirecionar as pesquisas feitas pelo Google chinês diretamente para a sua versão de Hong Kong. Agora, para que isso ocorra, o usuário deve acessar um link que fará a transferência.

Essa foi uma das exigências feitas pelo Partido Comunista. Segundo o diretor jurídico da empresa, David Drummond, se tal providência não fosse tomada, a licença necessária para manter o serviço em funcionamento no país não seria renovada.

Nesta quarta-feira (30/06), o governo chinês deve ter um veredicto quanto a permitir que a Google continue acessível no país.
“Parece-me que as autoridades chinesas não estão satisfeitas”, afirma Dan Olds, analista da Gabriel Consulting Group. “Ontem, a Google deixou de redirecionar as pesquisas feitas na China para sua versão em Hong Kong, o que deveria tê-los deixado contentes. Em vez disso, eles demonstram toda a sua gratidão com um novo bloqueio”.

Em uma entrevista concedida na última terça-feira, o principal pesquisador da Enderle Group, Rob Enderle, disse que, por mais que a Google se esforce, os executivos da empresa têm poucas alternativas se quiserem continuar com seus negócios no gigante asiático:
“Eles não têm escolha. Esse é o problema de tomar uma posição que a empresa não pode sustentar. Você não luta contra governos. A Google tem uma escolha: se render ou abandonar. Decidiu se render”.






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sexta-feira, 26 de março de 2010

Google faz Twitter voltar à China



Da Reuters

Desde junho do ano passado, quando se aproximava o vigésimo aniversário do Massacre da Praça da Paz Celestial, a China ordenou que os resultados do Twitter fossem removidos da busca do Google.

O temor do governo chinês era que ocorressem manifestações contrárias à sua política pelo serviço de microblog, como já havia ocorrido durante as eleições iranianas no mesmo mês.

Agora, porém, com a iniciativa do Google em acabar com a censura na web, os resultados voltaram a fazer parte das pesquisas online para os chineses, segundo jornais americanos.

De acordo com o Los Angeles Times, nem todos os tuítes são exibidos, sugerindo que apenas as mensagens mais relevantes, isto é, as que são relacionadas aos temas mais acionados na rede, constam nos resultados.

Desde segunda-feira, os usuários chineses estão sendo redirecionados para a versão do Google Hong Kong, que não depende da aprovação de conteúdos por parte do governo.
A medida foi considerada uma traição pela China, que, desde terça-feira, bloqueia parte dos links do “novo” buscador.

A briga da companhia americana com o governo chinês envolve supostos ataques de crackers, censura online e uma série de conflitos que remete à relação já estremecida entre Estados Unidos e China.

O Google, porém, diz que sua decisão foi tomada por executivos da empresa, sem qualquer influência do governo do país.





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