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domingo, 16 de maio de 2010

Crackers usam resultados de buscas do Google para ataques



A grande participação do Google no mercado de buscas na Internet gerou uma nova estratégia de invasão por parte dos crackers. Agora, eles usam os resultados das buscas do site para garantir que seus ataques sejam eficazes. As informações são da empresa de segurança Symatec.

Segundo relatório da companhia, os crackers têm conseguido posicionar links com falsos antivírus em diversos resultados de busca do Google. Nestes links estão alocados diversos tipos de códigos maliciosos, que infectam os PCs dos usuários assim que são baixados.

No estudo, realizado entre os meses de março e abril, a Symantec observa que três entre os dez termos mais pesquisados apresentavam ao menos uma URL maliciosa dentro dos 70 primeiros resultados. Além disso, em média, dos 15 resultados fora dos 70 primeiros, ao menos uma URL infectada foi encontrada.

Outra constatação do estudo foi que o termo de busca mais “envenenado” apresentou 68% dos links com algum tipo de vírus dentro dos 70 primeiros resultados.  E que quase todas as URLs redirecionam os usuários para páginas falsas de antivírus.





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segunda-feira, 15 de março de 2010

Google insiste em negociar com a China



Por Melanie Lee e Chris Buckley


O Google afirmou nesta segunda-feira que mantém as conversas com o governo chinês sobre a censura de seu portal de buscas no país, apesar dos sinais cumulativos de que a empresa possa fechar suas operações na China em breve.


O maior mecanismo mundial de buscas em rede está em um impasse há dois meses com Pequim sobre as restrições na Internet e o Google alega que ele e outras empresas foram atacados por hackers na China.


O presidente-executivo da empresa, Eric Schmidt, disse na semana passada que espera anunciar em breve um resultado das negociações com os representantes chineses sobre a oferta de um mecanismo de busca sem censura para um país com 384 milhões de usuários de internet.


Muitos especialistas têm duvidado que o Partido Comunista Chinês se comprometerá com a censura e no fim de semana o Financial Times afirmou que as conversas chegaram a um impasse crítico e que é "99,9 por cento certo" que feche seu site no país, o google.cn.


Um representante do Google disse nesta segunda-feira que as conversas com as autoridades chinesas não terminaram, mas acrescentou que a empresa está irredutível sobre não aceitar a auto-censura.

"Deixamos bem claro que não iremos mais auto-censurar nossos resultados de busca", disse o representante à Reuters, sob condição de anonimato devido à política da empresa.


A China obriga os operadores de internet a bloquearem palavras e imagens que o partido vigente considere inaceitável.




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sexta-feira, 5 de março de 2010

Microsoft ficará na China apesar de problemas do Google



Por Hung Yuntao e Doug Young


 A Microsoft vai manter sua estratégia de desenvolvimento para o mercado de buscas de Internet na China, não importa como venha a terminar a polêmica entre o Google e Pequim.


A empresa manteve relativa discrição na China desde que o Google anunciou que pode deixar o país devido a problemas de censura e depois de afirmar ter sofrido um ataque contra seus sistemas que, acredita a empresa, teve origem na China.


O presidente-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, havia declarado anteriormente que sua empresa não tinha planos para sair da China, indicando ser improvável que ela acompanhasse o exemplo do Google na contestação ao sistema chinês que força empresas de Internet a praticar autocensura em seus sites com relação a assuntos delicados.

"Não importa que o Google fique ou não, nós promoveremos agressivamente nossos produtos de busca de computação em nuvem (na China)", disse Zhang Yaqin, presidente do grupo de pesquisa e desenvolvimento da Microsoft na região Ásia-Pacífico, em entrevista à Reuters na sexta-feira, durante a sessão de abertura do Congresso Nacional do Povo, o legislativo chinês, em Pequim.


A China está conversando com o Google para resolver a disputa, disse o ministro Li Yizhong, do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT), durante a sessão.

Uma porta-voz do Google se recusou a confirmar ou negar que houvesse discussões em curso.

"Não vamos comentar sobre quaisquer discussões com o governo chinês", afirmou ela.


O Google lançou versão em chinês de seu site em 2006 e cumpre as leis locais que requerem censura de determinadas formas de conteúdo, tais como pornografia e assuntos sensíveis, a exemplo do movimento espiritual Falun Gong, que foi banido por Pequim, e da independência do Tibete.


A Microsoft e concorrentes locais como a Baidu, líder do setor chinês de buscas, e Sohu, devem cumprir as mesmas leis. O Google detém cerca de 31,3 por cento do mercado chinês de buscas, ante 63,9 por cento para a Baidu, de acordo com a Analysis Internacional.




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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010


O ataque da Microsoft ao Google, o líder entre os serviços de buscas online, poderá avançar consideravelmente agora que as autoridades regulatórias europeias e americanas liberaram a parceria de buscas entre a companhia e o Yahoo!.  

O acordo de 10 anos, assinado em julho, representa o maior esforço da Microsoft para estabelecer um negócio online capaz de enfrentar o Google, em uma área na qual a Microsoft sofreu prejuízos de cinco bilhões de dólares nos últimos quatro anos.  

"A Microsoft realmente tem condição de jogar dinheiro nisso," disse Kim Caughey, analista sênior do Fort Pitt Capital Group, "Acredito que a manobra possa funcionar. Se eles conseguirem avanços em áreas específicas, podem ter algo de positivo a reportar."  

A Microsoft já realizou algum progresso com seu serviço de buscas Bing, que conquistou 3,3 pontos percentuais de participação de mercado adicional desde seu lançamento, em junho. Mas o Bing "não tem muita chance de derrubar o Google de seu grande pedestal, pelo menos não em curto prazo," disse Caughey.  

A batalha pelos anúncios vinculados a buscas é apenas uma das frentes em uma guerra mais ampla por receita entre a Microsoft e o Google, que também abarca sistemas operacionais e celulares. Mas nenhuma das duas empresas conseguiu concorrer em igualdade de condições no mercado central do rival, até o momento.  

"Nossos modelos não indicam qualquer impacto da parceria Microsoft-Yahoo! sobre os números do Google," disse Clayton Moran, analista da Benchmark.   "Ela não muda muito em termos da dinâmica competitiva do setor, de imediato," ele alertou. "Da perspectiva do Google, pelo menos nos dois próximos anos, é completamente irrelevante."  

O acordo, aprovado incondicionalmente pelo Departamento da Justiça dos EUA e pela Comissão Europeia, ontem, não deve influenciar os resultados financeiros da Microsoft, mas pode estabelecer a base para operações online lucrativas.  

"No momento, o objetivo real é ganhar participação. Se o fizermos, cresceremos até sair do vermelho, e confiamos em nossa capacidade para isso," disse Yusuf Mehdi, da Microsoft, cuja função é transformar o Bing e o portal MSN em sucessos financeiros.

Fonte




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