Os Estados Unidos flexibilizaram sanções que impunham sobre Cuba, Irã e Sudão, o que vai permitir o uso de serviços gratuitos de Internet como comunicadores instantâneos e e-mail. O objetivo, segundo o Departamento de Tesouro dos EUA, é "fomentar a liberdade de expressão".
O Tesouro informou, em comunicado, que a medida busca "assegurar que os indivíduos destes países possam exercer seu direito universal à expressão e à informação da maneira mais ampla possível".
Até agora, empresas como Microsoft, Yahoo! e outras haviam evitado oferecer estes serviços nestes países, por temor de violar as sanções.
A informação havia sido antecipada pelo “New York Times” deste domingo.
Uma das principais motivações para acabar com as restrições na área foi o uso de serviços como Facebook e Twitter em momentos como os protestos contra o resultado das eleições presidenciais no Irã em 2009, segundo o jornal.
O Yahoo planeja integrar o Twitter à sua coleção de sites, em um esforço para tornar suas propriedades online mais atraentes por meio de recursos populares de redes sociais.
A parceria permitirá que os internautas vejam tweets diretamente nos sites do Yahoo, além de publicar mensagens no site de microblogs sem terem de deixar o Yahoo.
A decisão surge dois meses depois que o Yahoo anunciou acordo semelhante com o Facebook, o maior site mundial de redes sociais.
No começo do mês, o Google lançou um novo serviço chamado Google Buzz, que reproduz muitos dos recursos de redes sociais que fizeram de sites como o Twitter e o Facebook histórias de sucesso.
Facebook e Twitter, que na segunda-feira informou que os usuários de seu serviço geram mais de 50 milhões de tweets a cada dia, representam ameaça crescente a gigantes estabelecidos da Internet como Yahoo e Google, cujos negócios dependem da venda de anúncios online que atinjam grandes audiências.
Em janeiro, o Facebook superou o Yahoo e se tornou o segundo mais visitado site dos Estados Unidos, de acordo com relatório recente do grupo de pesquisa de audiência online Compete. Um estudo separado, pela comScore, mostra o Yahoo ainda em segundo, com cerca de 164 milhões de visitantes únicos nos EUA, enquanto o Facebook ficava em quarto lugar com 112 milhões de visitantes únicos, atrás do Microsoft MSN, o terceiro colocado.
O Yahoo anunciou ainda que suas buscas exibirão resultados atualizados para tweets sobre diversos tópicos, o que se equipara às capacidades de "busca em tempo real" que Google e Microsoft anunciaram em seus acordos com o site de microblogs no ano passado.
O Yahoo também planeja exibir transmissão ao vivo de tweets em outros de seus serviços, como email, esportes, entretenimentos e finanças, dentro de alguns meses.
CONECTE!!!
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
O ataque da Microsoft ao Google, o líder entre os serviços de buscas online, poderá avançar consideravelmente agora que as autoridades regulatórias europeias e americanas liberaram a parceria de buscas entre a companhia e o Yahoo!.
O acordo de 10 anos, assinado em julho, representa o maior esforço da Microsoft para estabelecer um negócio online capaz de enfrentar o Google, em uma área na qual a Microsoft sofreu prejuízos de cinco bilhões de dólares nos últimos quatro anos.
"A Microsoft realmente tem condição de jogar dinheiro nisso," disse Kim Caughey, analista sênior do Fort Pitt Capital Group, "Acredito que a manobra possa funcionar. Se eles conseguirem avanços em áreas específicas, podem ter algo de positivo a reportar."
A Microsoft já realizou algum progresso com seu serviço de buscas Bing, que conquistou 3,3 pontos percentuais de participação de mercado adicional desde seu lançamento, em junho. Mas o Bing "não tem muita chance de derrubar o Google de seu grande pedestal, pelo menos não em curto prazo," disse Caughey.
A batalha pelos anúncios vinculados a buscas é apenas uma das frentes em uma guerra mais ampla por receita entre a Microsoft e o Google, que também abarca sistemas operacionais e celulares. Mas nenhuma das duas empresas conseguiu concorrer em igualdade de condições no mercado central do rival, até o momento.
"Nossos modelos não indicam qualquer impacto da parceria Microsoft-Yahoo! sobre os números do Google," disse Clayton Moran, analista da Benchmark. "Ela não muda muito em termos da dinâmica competitiva do setor, de imediato," ele alertou. "Da perspectiva do Google, pelo menos nos dois próximos anos, é completamente irrelevante."
O acordo, aprovado incondicionalmente pelo Departamento da Justiça dos EUA e pela Comissão Europeia, ontem, não deve influenciar os resultados financeiros da Microsoft, mas pode estabelecer a base para operações online lucrativas.
"No momento, o objetivo real é ganhar participação. Se o fizermos, cresceremos até sair do vermelho, e confiamos em nossa capacidade para isso," disse Yusuf Mehdi, da Microsoft, cuja função é transformar o Bing e o portal MSN em sucessos financeiros.
Um novo tipo de vírus de computador contaminou quase 75 mil máquinas em 2,5 mil organizações em 196 países, incluindo contas de usuários em populares sites de redes sociais. O ataque começou no final de 2008, mas só foi notado em janeiro, de acordo com a empresa de segurança na internet NetWitness.
O vírus, conhecido como "Kneber botnet", reúne os dados de login para sistemas financeiros online, redes sociais e emails de computadores infectados e transmite essa informação a seus criadores. Uma botnet é uma rede formada por computadores infectados que os hackers podem controlar a partir de uma máquina central.
A empresa afirmou que o ataque foi identificado pela primeira vez em janeiro durante um desenvolvimento de rotina no software da NetWitness. Um estudo mais aprofundado pela Herndon, empresa de segurança de software dos Estados Unidos, revelou que muitos sistemas comerciais e governamentais foram comprometidos, incluindo 68 mil dados de login e acesso a email, bancos online, Yahoo, Hotmail e redes sociais como o Facebook.
Os ataques aparentemente não estão ligados à invasão do Google e de mais 30 empresas das áreas de finanças, energia, defesa, tecnologia e comunicação, em janeiro, supostamente por crackers chineses. Mas são sintomáticos da sofisticação de ciberataques movidos por grupos criminosos assim como da incapacidade das empresas privadas em evitá-los.
"A abordagem tradicional dos sistemas de invasão e detecção é por definição inadequada para esse tipo de ameaça sofisticada", disse o presidente-executivo da NetWitness, Amit Yoran, ao jornal The Washington Post. "As coisas que nós - a indústria - fizemos nos últimos 20 anos não funcionam contra ataques deste tipo. Esta é a história".