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sábado, 8 de maio de 2010

Chávez contrata 200 funcionários para ajudá-lo com Twitter



Da Reuters

O venezuelano Hugo Chávez pode ter descoberto recentemente a alegria de "tuitar", mas agora ele está descobrindo também que o Twitter pode ter efeitos negativos para os presidentes.

O líder venezuelano de esquerda lançou-se no site de micro-blog na semana passada, contra adversários que o tem usando cada vez mais para criticar seu governo.


Sua conta, /chavezcandanga, atraiu cerca de 250 mil seguidores --muitos dos quais presumivelmente curiosos se o ex-pára-quedista famoso por seus discursos longos poderia adaptar-se limite máximo de 140 caracteres do Twitter.


Mas agora ele tem sido inundado com respostas e contratou 200 pessoas para ajudá-lo a responder as mais de 50 mil mensagens que ele diz ter recebido em apenas nove dias.

"Isso é mais trabalho para mim porque eu não consigo parar de responder", disse ele durante um longo discurso televisionado na noite de sexta-feira. "Então eu tomei uma decisão, tal é a avalanche de mensagens."


O Twitter sofreu um boom de usuários na Venezuela, onde há agora mais de 200 mil contas ativas. O perfil do presidente é o segundo mais seguido no país após a Globovisión, um canal de televisão que se opõe a ele.


Chávez disse na sexta-feira que metade das mensagens que recebeu eram simpatizantes favoráveis a suas políticas, enquanto outros foram pedidos de ajuda ou reclamações sobre serviços defeituosos.


Mas ele calculou também que 18,4 por cento das respostas foram hostis.

"Eu envio piadas para alguns deles", disse ele. "Isso me faz rir."





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segunda-feira, 15 de março de 2010

Venezuela nega planos para censurar Internet



Por Frank Jack Daniel

A Venezuela não planeja censurar a Internet ou fechar sites de relacionamento social como Twitter e Facebook, disseram autoridades nesta segunda-feira, depois que o presidente do país, Hugo Chávez, pediu a regulação da grande rede.

Líderes opositores, usuários de blog e grupos que defendem a liberdade de imprensa estão preocupados com a possibilidade de o governo de Chávez estar se preparando para reprimir sites ou instalar controles rígidos, como aqueles usados por Cuba, Irã e China.

Na semana passada, Chávez disse que as autoridades iriam agir contra o site noticioso e de opinião Noticerodigital depois que publicou comentários de usuários alegando que um ministro havia sido assassinado. Ele disse que as leis do país devem ser aplicadas também à Internet.

O governo também planeja mudar a estrutura da Internet na Venezuela ao instalar "um único ponto de conexão", defendendo ser mais eficiente e com capacidade para prover um acesso mais rápido. Críticos, no entanto, temem que a medida levará à censura.

O presidente da comissão de ciência e tecnologia na Assembleia Nacional, Manuel Villalba, disse que a Casa não estava pensando em mudar a lei para aumentar o controle do Estado sobre a Internet.

A procuradora-geral Luisa Ortega, que nesta segunda-feira abriu uma investigação sobre o Noticiero Digital, disse que a Assembleia criaria uma nova legislação.

De acordo com as leis venezuelanas, proprietários de meios de comunicação podem ser punidos com penas de prisão por publicar informações incorretas, disse Villalba. Ele acrescentou que o governo não tinha intenção de banir sites como Twitter e Facebook.




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domingo, 14 de março de 2010

Presidente da Venezuela defende regras locais para controle da Internet



Da Reuters Caracas

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse neste sábado (13) que a Internet precisa ser regulada, depois de criticar um site local de notícias que dias atrás difundiu a informação sobre o falso assassinato de um de seus ministros.

Chávez ainda questionou a televisão por assinatura pedindo também que se iniciem processos normativos para sua difusão.

"Li uma declaração da chanceler alemã, Angela Merkel. Ela disse algo muito correto, que a Internet não pode ser uma coisa livre onde se faça e se diga o que seja, cada país tem que aplicar suas regras", disse o militar aposentado em um ato do partido oficial, o PSUV.

O mandatário, acusado por organizações de direitos humanos de ser um detrator da liberdade de expressão, agregou que "os canais que entram na Venezuela por satélite não podem transmitir o que quiserem, envenenando a mente de muita gente, precisamos de regulação, de leis".

O presidente comentou que um site publicou durante dois dias informes que relatavam um atentado fictício a seu ministro de Obras Públicas e aliado próximo, Diosdado Cabello, que ainda é presidente da Conatel, órgão regulador das telecomunicações.

"Temos que trabalhar nisso. Vamos pedir apoio do promotor e da promotoria, porque isso é um delito. Tenho informação de que essa página periodicamente publica apelações de golpe de Estado", acrescentou o militar aposentado.

Há três anos a Venezuela negou a concessão para transmitir em sinal aberto o canal RCTV da oposição, que no final do ano passado foi tirado do ar da rede por assinatura por pedido da Conatel, que fechou ainda 64 emissoras de rádio.

Opositores do governo disseram temer que Chávez siga as linhas de controle de Internet de alguns de seus aliados políticos e comerciais como a China, Irã ou Cuba.

Não obstante, até o momento o mandatário não deu sinais desse tipo e inclusive convidou seus seguidores que inundem as redes sociais como o Twitter para difundir a revolução socialista que ele defende.


 


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