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sexta-feira, 18 de junho de 2010

O que é IPv6?



Por Emerson Alecrim 

IPv6 é a sigla para Internet Protocol version 6. Também conhecido como Ipng (Internet Protocol Next Generation), trata-se da evolução do IPv4, a versão em uso atualmente. O IPv6 é fruto da necessidade de mudanças na internet. 

O IPv4 permite que até 4.294.967.296 de endereços IP estejam em uso. O grande problema é que o número de sites e o número de usuários da internet cresce constantemente, no mundo todo. Como é impossível usar um mesmo IP simultaneamente na internet, é necessário que cada usuário, cada site ou cada serviço tenha um endereço IP exclusivo. Com o crescimento da necessidade de uso do IP, a internet chegará a um ponto onde não vai sobrar mais IPs. Todos estarão em uso.

O IPv6 é uma solução para este problema e também é provido de novos recursos, tais como o suporte a novas tecnologias de rede (ATM, Gigabit Ethernet, entre outros). Mas como o IPv6 consegue solucionar o problema da limitação de IPs atual? O IPv4 (relembrando, o IP que usamos hoje) é uma combinação de 32 bits. O IPv6 é uma implementação de 128 bits, o que eleva extraordinariamente o número de endereços IP disponíveis.

O IPv6 é uma padrão que promete resolver vários problemas da internet, inclusive alguns relacionados a segurança que não foram citados neste artigo. Ainda em teste, esse novo tipo de IP deve começar a ser usado em alta escala dentro de alguns anos. Enquanto isso não ocorre, testes e aperfeiçoamentos são realizados.

Obviamente, adaptações nos sistemas operacionais atuais serão necessários, portanto, o IPv6 não substituirá o IPv4 de uma hora para outra. Cogitá-se até mesmo que o IPv4 não seja descartado após uma implementação significante do IPv6.

Para alguns, o IPv6 trará complexidades até então não existentes aos administradores de rede, mas deve-se observar que este protocolo terá algumas auto-configurações e outros meios que facilitarão a montagem de uma rede.

Por fim, se você se perguntou porque IPv6 ao invés de IPv5, saiba que este último esteve em testes, mas não foi considerado apropriado para a internet. Para mais informações e/ou explicações mais técnicas, visite: www.ipv6.org.


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domingo, 13 de junho de 2010

Facebook anuncia suporte ao IPv6


Por Carolyn Duffy Marsan Network World/EUA 


O Facebook avisou na última quinta-feira (10/6) que passou a oferecer suporte “experimental e ainda sem caráter de produção” para o IPv6, a tão esperada atualização do principal protocolo de comunicações da Internet.

O anúncio sobre o suporte do Facebook ao IPv6 já era esperado. Em fevereiro, o Facebook contou à NetworkWorld que planejava oferecer suporte às solicitações de conexão em IPv6 nativo “por volta da metade deste ano”.

Em uma apresentação na Google IPv6 Implementors Conference, os engenheiros de rede do Facebook disseram que “tornar o IPv6 disponível no site foi fácil”.

O Facebook disse ter instalado o suporte dual para IPv4 e IPv6 em seus roteadores, e que não fez mudanças em seus hosts para que funcionassem com a nova versão do protocolo.

Encapsulamento

A rede social também afirmou ter utilizado um novo mecanismo de encapsulamento conhecido como Locator/ID Separation Protocol (LISP), que separa os endereços da Internet dos identificadores na ponta para melhorar a escalabilidade das instalações de IPv6.
“O Facebook foi o primeiro grande site web em LISP (V4 e v6)”, afirmaram os engenheiros do Facebook na apresentação. O Facebook disse que o uso do LISP permitiu que eles adotassem os serviços IPv6 rapidamente, sem custo extra.


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segunda-feira, 1 de março de 2010

Brasil prepara transição IPv4/IPv6

Por Cristina De Luca

A partir de março, ao menos três instituições brasileiras começam a discutir ações práticas para uma suave transição do protocolo internet, do IPv4 para o IPv6, já em andamento, mas que deverá ser acelrada no próximo ano.
 
Na última sexta-feira, 26/02,  um dos temas da reunião plenária do Comitê Gestor da Internet, segundo André Barbosa, assessor especial da Casa Civil, foi a possibilidade do país passar a só utilizar endereçamento IPv6 já a partir de 2011.
O próprio André tem estimulado o debate sobre a adoção do novo protocolo também no Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital e, por conta disso, decidiu propor ao Comitê Gestor do ProTIC, durante a primeira reunião do órgão, marcada para esta semana, que apóie a criação e produção de um chip híbrido IPv4/IPv6 pela Ceitec, imediatamente.
“Na próxima reunião do Fórum  SBTVD vamos definir como se dará essa transição IPv4/IPv6 para a TV Digital. Uma das formas de facilitar essa transição é usar nos conversores chips com suporte IPv4/IPv6″, comenta André Barbosa. “Temos que  promover a articulação de programas e projetos, desde o início, para ganhar tempo”, afirma.

O ProTIC
Para quem chegu agora, o ProTIC , Programa de Apoio à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação, seria uma espécie de CPqD das TICs, na definição didática do Secretário de Políticas para Informática do Ministério de Ciência e Tecnologia, Augusto César Gadelha Vieira. Seu braço operacional é o CTIC, Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Tecnologias Digitais para Informação e Comunicação , gerido pela RNP – Rede Nacional de Ensino e Pesquisa.
“Com o CTIC criamos uma rede virtual e mecanismos de condução e coordenação desse ambiente distribuído de pesquisa e desenvolvimento. Já o ProTIC foi criado  para institucionalizar todo esse processo atuação do CTIC e facilitar a liberação de recursos por parte do BNDES, da Finep, do CNpq e assim por diante, como já acontece hoje com outros programas de incentivo como o ProNex”, reforça Gadelha.

A Ceitec
Inaugurada no Rio Grande do Sul, pelo presidente Lula, no início de fevereiro, a Ceitec S.A é a estatal brasileira de microeletrônica encarregada de produzir chips para os mercados de mídia digital, comunicação sem fio e identificação por radiofrequência (RFID). A despeito das críticas de ter sido montada com maquinário ultrapassado, doado de uma fábrica fechada pela Motorola, o governo trabalha com a perspectiva de ciclos de produção de nove meses (tempo decorrido da chegada de um projeto à fábrica até o início da produção comercial).

Um de seus primeiros produtos é o Chip do Boi, um identificador por rádio que usa a tecnologia RFID. Peça fundamental de brincos que ajudam a identificar gado bovino. Outros produtos são um chip de modulação para o sistema brasileiro de TV digital (ISDB-T) e uma família de circuitos integrados para identificação eletrônica de bagagens, automóveis e medicamentos.  A empresa também poderá fornecer tecnologia para a confecção do passaporte eletrônico.

IPv4/IPv6
Para saber um pouco mais sobre a transição do protoclo internet, do IPv4 para o IPv6, vá em www.ipv6.br.


 


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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Google ativa IPv6 no Youtube e impacta a Internet como um todo


Diretor de provedor californiano notou tráfego 30 vezes maior; mudança é prevista e visa aumenar a capacidade de endereçamento da rede.

Sem alarde, o Google ativou o suporte ao IPv6 para o site de vídeo YouTube, e com isso provocou um pico de tráfego IPv6 que foi sentido desde quinta-feira (29/1) até segunda-feira (1/2). Observadores da indústria disseram que o YouTube aparentemente começou a funcionar com IPv6 em modo de produção, em vez de teste, como ocorre com boa parte dos casos de uso da próxima geração do protocolo da internet.
“Na quinta-feira, perto do meio-dia na Califórnia (18 h em Brasília), notamos uma grande quantidade de tráfego de entrada IPv6, que sabíamos proceder do Google”, disse Martin Levy, diretor de estratégias IPv6 do provedor Hurricane Electric. A empresa tem uma das maiores infraestruturas IPv6 do mundo.

“O tráfego IPv6 veio de provedores de todo o mundo quando o Google ligou seu tráfego IPv6 no YouTube”, disse Levy. “O IPv6 está sendo suportado por diferentes data centers do Google. Estamos falando de um pico de tráfego da ordem de 30 para 1. Em outras palavras, 30 vezes mais tráfego IPv6 veio dos data centers do Google do que antes.”
Estável

Levy acrescenta que o tráfego IPv6 do YouTube parece indicar o uso em produção, já que ele permaneceu estável desde quinta-feira e segue os padrões normais de uso.

Os observadores comemoraram a atualização do YouTube como um sinal da crescente aceitação do IPv6, uma substituição de protocolo que já era esperada. Muitos grandes sites, como YouTube e Netflix, estão ativando o suporte ao IPv6 porque os endereços disponíveis com o protocolo IPv4 estão perto do fim.

O Google já suporta IPv6 em diversos produtos e serviços, como Search, Alerts, Docs, Finance, Gmail, Health, iGoogle, News, Reader, Picasa, Maps, Wave, Chrome e Android.

Esse post foi sugerido pelo amigo Renato Barros, Administrador de Redes e colaborador do Blog Conecte.

Fonte: Marco Filippetti Blog CCNA/Cisco

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